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11
abr

Semana da Voz 2011

Postado por editor em 11 de abril de 2011

A voz é um dos principais meios de comunicação do ser humano, permitindo verbalizar nossos anseios, pensamentos e emoções. Tal importância é lembrada anualmente em todo o mundo, durante a semana do dia 16 de Abril – Dia Mundial da Voz – na “Semana da Voz”.

O slogan da campanha “Seja amigo da sua voz!” tem o objetivo de conclamar a população para ações educativas voltadas para a conscientização vocal e suas implicações na comunicação, na saúde e na cultura.

16 de Abril – Dia Mundial da Voz – O porquê desse dia ser comemorado. Este dia foi criado para alertar a população sobre a importância de cuidar da saúde vocal e previnir o câncer de laringe. Desde 1999 diversas entidades nacionais unem esforços
com instituições de ensino de todo o País, fonoaudiólogos, otorrinolaringologistas, professores de canto, artistas, locutores, dentre outros, com o objetivo de orientar a população sobre os problemas vocais.

A Campanha da Voz foi uma iniciativa brasileira que ganhou o mundo! Hoje a data é comemorada com ações diversas em países como Estados Unidos, Portugal, Espanha, Bélgica, Suíça, Itália, Argentina, dentre vários outros, sendo motivo de muito
orgulho para nós brasileiros. Tal iniciativa tem importante fundamento: o Brasil é o 2º país do mundo com maior incidência de câncer de laringe. No que diz respeito à saúde pública, o grande desafio tem sido o atendimento à população nas instituições
públicas; como não há infra estrutura adequada para atender à grande demanda, os pacientes acabam desistindo do atendimento médico ou, quando chegam para diagnóstico, a doença já se encontra em estágio avançado.

“Estima-se que 5 a 8% da população tenha alguma dificuldade vocal que possa atrapalhar a comunicação, como voz rouca, esforço e/ou cansaço ao falar. A ocorrência desses problemas aumenta em profissionais da voz, como os professores
(a maior população de risco), atores e cantores, além dos operadores de tele-serviços, podendo atingir alarmantes índices de 25%, em algumas condições de trabalho. Além disso, rouquidão pode ser um sintoma indicativo de câncer e a maioria das pessoas
que têm ou tiveram câncer de laringe também apresentam problemas com a voz” (Departamento Voz/SBFa). O câncer, doença grave da laringe, tem chance de quase 100% de cura, se diagnosticado em fase inicial.

Conheça nosso hotsite e ouça o Spot Semana da Voz 2011.

Confira também o video de apoio da Ivete Sangalo:

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06
dez

Entrevista com a fonoaudióloga Fernanda Catisani

Postado por editor em 6 de dezembro de 2010

Fernanda Catisani

Em entrevista, a fonoaudióloga Fernanda Catisani, Especialista e Mestre em voz, relatou sobre suas experiências:

1-Onde e quando você se formou?

Me graduei na PUC-MG no primeiro semestre de 2006.

2-Porque você escolheu o curso de Fonoaudiologia e a área de voz?

Quando criança tinha como objetivo trabalhar na área da saúde, no entanto, já havia excluído a área da medicina.  Aos 15 anos, ainda na dúvida, realizei o teste vocacional, que deixou bem claro a vocação para áreas práticas como engenharia e área da dança e teatro. Como sabia que queria trabalhar na área da saúde, comecei a ler livros sobre o que fazem em cada profissão e descobri a área da fonoaudiologia. O que mais me chamou a atenção foi o fato de ter a frase expressa no livro “Gostar de comunicar”. A partir disto, comecei a avaliar a possibilidade de ser fonoaudióloga. Me apaixonei pelas diferentes formas de expressar e pelo desafio de ajudar alguém a modificar e aperfeiçoar a comunicação.

3-Fale sobre a sua formação no geral:

Como já disse me formei em Fonoaudiologia na PUC-MG, realizei a Pós-graduação, logo que me formei, na mesma instituição, na área de Voz e concluí a especialização no final de 2007. Em 2008 iniciei o meu mestrado na área da Fonoaudiologia, na linha de Voz: Avaliação e Intervenção na PUC-SP, e concluí recentemente, em julho/2010.

4-Qual a maior demanda do seu consultório?

No consultório, a maior procura é de mães que levam crianças com distúrbios de fala (transtornos fonéticos e fonológicos), atraso de linguagem e gagueira do desenvolvimento. Em adultos, a maior procura é de pessoas com alterações vocais e afasias.

5-Em relação aos problemas vocais, o que mais aparece em seu consultório?

Os problemas vocais mais comuns em meu consultório são os nódulos vocais, seguido das alterações vocais ocorridas por refluxo laringo-faríngeo e dificuldades no canto.

No consultório, temos diferentes queixas de cada paciente, o que faz com que o tratamento seja individual e específico para cada caso. Dificilmente vemos uma lesão em pregas vocais com uma mesma queixa. Normalmente, a questão vai depender da profissão de cada um e o que o levou a procurar o atendimento. Realizo atendimentos tanto particulares quanto de convênios a qualquer alteração de voz. Normalmente, a maior procura por atendimentos parte de professores, a segunda maior procura é de voz profissional, seguida ou não de lesão em prega vocal, como é o caso de cantores e advogados e por último, as lesões neurológicas (como Doença de Parkinson ou mesmo paralisia de pregas vocais).

6-Qual foi o tema da sua monografia, e por quê?

Realizei duas monografias, uma na graduação e outra na especialização.

Na monografia da graduação, orientada pela Professora Ana Paula Gasparini, realizei um estudo com o objetivo de descrever a conduta fonoaudiológica através do relato de um caso clínico atendido no Centro Clínico de Fonoaudiologia com queixa de parestesia após cirurgias de terceiro molar inferior. Optei por esta pesquisa após ter visto melhora no consultório e não ter encontrado nada à respeito em publicações.

Na especialização, o estudo foi feito em cima de uma proposta realizada inicialmente no mestrado da professora Doutora Luciana Lemos de Azevedo, que sob sua orientação e teve como objetivo verificar a influência do uso do medicamento Levodopa na tessitura vocal de indivíduos com Doença de Parkinson.

7-Qual foi o tema da sua dissertação do mestrado, e por quê?

Seguindo a trajetória de estudos em alterações neurológicas, inicialmente tinha como objetivo realizar uma pesquisa que descrevesse a prosódia em indivíduos com afasia de Broca, assunto este que me impressiona. No entanto, tive dificuldades em manter este foco e mudei totalmente a abordagem. Minha dissertação teve como objetivo investigar os valores da freqüência fundamental em um grupo de crianças mineiras, de ambos os sexos, nas faixas etárias entre 8 e 10 anos, sem alteração vocal percebida auditivamente. A faixa etária pesquisada encontra-se na maior fase de disfonias e lesões em pregas vocais. Apesar das pesquisas com foco na voz infantil terem aumentado nos últimos anos, o conhecimento da voz nessa faixa etária ainda é escasso. A utilização do laboratório de voz na extração da freqüência fundamental das crianças sem alterações vocais, pode-se estabelecer um padrão de voz específico à criança e assim, auxiliá-la melhor na fase do desenvolvimento.

8-Na área de voz como a fono trabalha a performance  comunicativa?

O Fonoaudiólogo pode se basear, inicialmente, no conceito básico do que é voz, ou seja, fluxo de ar somado ao fechamento de pregas vocais que determinará a voz que escutamos. Com base nestes princípios, são realizadas as diferentes avaliações que darão o fundamento do plano terapêutico. Ao aperfeiçoar a comunicação, o fonoaudiólogo ainda terá como embasamento os conceitos da expressividade e sua atuação se diferenciará de acordo com a atuação profissional de cada um.  A expressividade envolve recursos verbais, ou seja, a palavra e a voz. Suas avaliações envolvem respiração, articulação, entonação, pausas, psicodinâmicas, ressonâncias, prosódias, ritmo/velocidade e projeção/volume, enquanto a expressividade não verbal envolve a expressão facial, gestos e posturas. Após o levantamento do que é necessário aperfeiçoar de acordo com o objetivo do paciente, o fonoaudiólogo traça as propostas de plano terapêutico que poderão ser mudadas de acordo com o andamento de cada sessão.

9-Quais os cuidados básicos para ter uma voz saudável?

As exigências do mundo moderno, o estímulo à competição e o estresse são causas importantes do aumento de incidência de distúrbios vocais, tanto em crianças como em adultos. Algumas orientações são fundamentais para preservar a saúde vocal, no entanto, deve-se lembrar que indivíduos com lesões em pregas vocais ou com disfonia precisam de orientações mais detalhadas e de cunho individual. Umas das orientações mais importantes serão destacadas por mim. Por exemplo, a hidratação deve ocorrer regularmente e ser mais consumida em dias quentes, pois ela permite uma melhor movimentação das pregas vocais, assim como articulação das palavras. A alimentação saudável é fundamental não somente para a voz. A ingestão de alimentos que deixam a saliva mais espessa, como derivados do leite, deve ser consumida em horários em que não exigirão uma grande demanda vocal. Alimentos adstringentes, como por exemplo, a maçã e a laranja, causam o inverso, ou seja, permitem uma melhor movimentação da musculatura responsável pela articulação. No entanto, devem-se observar com detalhes os alimentos cítricos, pois em alguns indivíduos pode proporcional o refluxo gastro-esofágico, assim como o excesso de alimentos gordurosos e condimentados. Alguns hábitos são extremamente prejudiciais, como por exemplo, o cigarro, consumo de álcool, gritar ou falar alto, principalmente em ambientes com poluição sonora, uso de pastilhas que mascaram a sensação da laringe, exercícios físicos associados à fala, pigarro, roupas apertadas na cintura ou no pescoço. Outros hábitos devem ser observados, pois pode ser prejudicial para algumas pessoas enquanto não alteram a voz de outras pessoas, como é o caso do ar condicionado e ingestão de alimentos ou líquidos em temperaturas extremas. Deve-se evitar falar em casos de quadros gripais ou crise alérgicas.

10-O que é necessário para trabalhar na área de voz além da graduação?

Acredito que o aperfeiçoamento do profissional fonoaudiólogo para trabalhar na área de voz facilitará o atendimento aos diferentes pacientes. Acredito que noções básicas de música, um bom treinamento auditivo, compreensão de expressividade verbal e não verbal, noções de análise acústica, assim como os diferentes protocolos de avaliações são fundamentais para trabalhar na área.

11-Qual a relação da família no tratamento dos pacientes, e qual a importância desta relação?

A família tem fundamental importância, não só no atendimento com crianças, como também para adultos. Os familiares são responsáveis por ajudar e auxiliar o paciente em definir rotinas de exercícios em casa, além de darem o apoio que é necessário e possibilitar o feedback tanto para o paciente quanto para o profissional fonoaudiólogo.

12-O que deve ser feito para ser mais divulgada a profissão da Fonoaudiologia?

Normalmente, a primeira pessoa a ter contato com o paciente que necessita de atendimento fonoaudiológico é o médico. É ele quem autoriza e encaminha o paciente para as sessões fonoaudiológicas do convênio. Acho fundamental informá-los sobre nosso atendimento para que o indivíduo seja bem assistido na área fonoaudiológica.

As escolas também devem ter uma maior divulgação, para que os alunos possam minimizar ou eliminar as alterações pendentes através do encaminhamento dos professores.

13-Qual dica que você da para os alunos de Fonoaudiologia que pretendem se especializar em voz?

Somente se especializem em Voz se realmente tiverem dentro de vocês o amor pelas diferentes formas de se expressar uma mesma palavra.

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06
dez

Eletromiografia e seu uso na fonoaudiologia

Postado por editor em 6 de dezembro de 2010

A Eletromiografia (EMG) é uma ferramenta de diagnóstico instrumental objetiva e completa sobre o funcionamento dos músculos da face e da região cervical. O exame é rápido, indolor e não-invasivo, utilizado no auxilio para o diagnóstico e tratamento dos Transtornos da Motricidade Orofacial. A Eletromiografia avalia principalmente as condições fisiológicas e patológicas dos músculos, fornece informações sobre os princípios que regem a função muscular e pode contribuir com informações importantes para o diagnóstico. Ela tem sido considerada o instrumento mais preciso para avaliar a atividade elétrica dos músculos orofaciais, devido à facilidade em relação a outros parâmetros de mensuração. Caracteriza-se por ser não invasivo livre de desconforto e radiação, rápido, barato e de fácil compreensão pelo paciente. A eletromiografia vem sendo amplamente utilizada durante reabilitação muscular e funcional, na Fonoaudiologia. Tem servido como instrumento quantificador da atividade muscular, auxiliar no diagnóstico e terapêutica dos distúrbios motores orofaciais, como a mastigação e a deglutição, por oferecer a possibilidade de analisar a ação de um grupo muscular ou de um feixe muscular específico.

Na clínica fonoaudiológica, a eletromiografia é considerada um importante auxiliar no entendimento dos padrões de atividade elétrica dos músculos faciais e mastigatórios, contribuindo para um diagnóstico mais objetivo e uma intervenção mais efetiva. Ao contrário de avaliações mais subjetivas dos grupos musculares, tais como a palpação ou inspeção visual, o caráter mais objetivo da eletromiografia pode complementar os dados do diagnóstico, tratamento e até mesmo, prognósticos dos casos na clínica fonoaudiológica. A variabilidade da aplicação da EMGs na Fonoaudiologia pode envolver indivíduos respiradores orais, com paralisia facial, disfunções têmporo-mandibulares, alterações vestibulares, usuários de prótese dentária, dentre outros. Ela permite melhor avaliação das condições iniciais do paciente e a progressão do mesmo em relação aos músculos da expressão facial, deglutição, respiração e mastigação. É também útil na investigação da etiologia da dor em síndromes das articulações têmporo-mandibulares quando se suspeita da existência de um tensionamento muscular inadequado.

A aplicação na Clínica Fonoaudiológica ocorre também no auxilio diagnóstico em Paralisia Facial Periférica, Cirugiados e Queimados de Cabeça e Pescoço; em Mutilados por conseqüência de cirurgias reparadoras em casos de Câncer; nos distúrbios da Deglutição (Disfagias), no diagnóstico em Disfunções de ATM; na estética e aperfeiçoamento dos músculos da face; nos distúrbios de Programação Neuromuscular da Fala (Gagueira); no tratamento pré e pós de Cirurgias Ortognáticas.

Bibliografia


ONCINS, M. C./ FREIRE, R. M. A. de C./ MARCHESAN, I. Q.. Mastigação: análise pela eletromiografia e eletrognatografia. Seu uso na clínica fonoaudiológica. Distúrbios da Comunicação, São Paulo, 18(2): 155-165, agosto, 2006.

www.ib.unicamp.br/labs/Evanisi/eletromio.htm


http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/003929.htm


Graduandas do 4º período de Fonoaudiologia

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01
dez

Saúde vocal de cantores de grupos de louvor

Postado por editor em 1 de dezembro de 2010

Os aspectos de religiosidade presentes nas representações, saberes e práticas dos cantores de grupo de louvor se mostraram na maioria relacionados aos usos e cuidados com a voz.

Estudos realizados com cantores de igreja católica e cantores de Grupos de Louvor de igreja evangélica evidenciaram que a maioria não conta com formação ou preparo vocal adequado nem com orientação, assessoria ou acompanhamento fonoaudiológico, e que muitos sujeitos apresentam queixas em relação à voz cantada: dificuldades para atingir tons, cansaço vocal, dificuldade em manter a frase musical, rouquidão, “ar” na voz, dificuldade na respiração, pigarro, dor e ardor ao cantar, lembrando que tais queixas podem estar relacionadas a disfunções e alterações vocais.

As pesquisas mostram, ainda, que os cantores de Grupo de Louvor possuem pouco conhecimento sobre o uso da voz; que o fazem de maneira inadequada e abusiva; que possuem algum conhecimento de higiene vocal, embora frequentemente apresentem hábitos inadequados e realizem comportamentos prejudiciais à saúde vocal, deixando de realizar hábitos que poderiam melhorar a voz. Por outro lado, sabe-se que a prática do canto em igrejas evangélicas também pode promover o aumento da extensão vocal e amenizar os efeitos do envelhecimento vocal.

Os cantores de grupo de louvor valorizam a voz falada e cantada em suas vidas, sendo o seu uso e importância especialmente reconhecidos para se relacionarem com Deus e para realizarem as práticas de evangelização. Quanto às práticas de cuidados com a voz e com a saúde geral se fazem presentes, prioritariamente, as crenças e as orações, sendo que os demais cuidados que realizam se mostraram insuficientes para a promoção da saúde vocal.


Pesquisas afirmam que as percepções sobre a própria voz se mostraram insuficientes para a promoção da saúde vocal. O desenvolvimento da percepção e exploração da própria voz, a partir dos diversos parâmetros vocais, se faz relevante e este poderia ser um aspecto a ser explorado e desenvolvido a partir de propostas fonoaudiológicas direcionadas aos integrantes deste grupo de louvor.


Concomitantemente às orações os sujeitos demonstraram realizar cuidados que indicam uma concepção de saúde vocal integrada à de saúde geral. Nota-se que a maioria dos cuidados mencionados está relacionada às mudanças de temperatura, à alimentação, aos abusos vocais e à prática de exercícios vocais e higiene vocal básica, porém insuficientes para a promoção da saúde vocal.




Comentário:

A relação entre voz, saúde e espiritualidade/religiosidade é importante e não pode ser negligenciada pelos fonoaudiólogos que se propõem a trabalhar junto a cantores evangélicos visando a promoção da saúde vocal.

As pessoas percebem, representam e lidam com o seu processo saúde-doença-cuidado a partir dos conhecimentos, experiências, crenças, cultura, historicidade e qualidade de vida. Assim, as questões de religiosidade e espiritualidade são importantes para a avaliação em saúde e compreensão dos modos de lidar com o processo saúde-doença-cuidado, já que são geradoras de conforto e referenciais auxiliares na busca do bem estar, da saúde, da segurança, da força, da dignidade, do significado e da construção de sentidos para a vida humana – principalmente a partir de três componentes: a necessidade de encontrar significado, a necessidade de ter esperança e vontade para viver e a necessidade de ter fé em si, nos outros e em Deus.

Professor Doutor José Leite da Silva

Graduanda em Fonoaudiologia pela PUC-Minas Stephanie Mayra de Moraes -2º período.

Referência: PENTEADO, R. Z.; SILVA, C. B.; PEREIRA, P. F. A. Aspectos de religiosidade na saúde vocal de cantores de grupos de louvor.

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29
nov

Respiração Bucal e o sistema estomatognático

Postado por editor em 29 de novembro de 2010

Podemos observar que os efeitos da respiração oral são bastante nocivos e indiscutíveis, é a herança genética. Pode deixar seqüela no crescimento crânio facial na musculatura e nas funções de mastigação, deglutição e fala. Os resultados observados demonstraram que as causas mais freqüentes de respiração bucal foram rinite alérgica, hipertrofia de tonsilas faríngea e palatina, deformidades septais e por hábitos. Mostra que a  musculatura dos lábios, língua e bochechas tornam-se hipotônica e por isso, essas estruturas funcionarão de maneira inadequada e menos eficiente nas funções de mastigação, deglutição e fala.

O individuo que respira pela boca não consegue vedar os lábios devido ao tônus dos mesmos estar diminuído ou devido à oclusão dentaria que não possibilita o vedamento labial. Muita das vezes a mastigação pode apresentar mordida cruzadas, a deglutição será atípica, isto é com projeção de língua entre as arcadas dentárias, a fala poderá estar alterada devido á hipotonia dos órgãos fonoarticulatórios e ao posicionamento incorreto de língua. O respirador oral quase sempre apresenta algum tipo de alteração dentárias a qual denomina- se má oclusão que pode ser protrusão de arcadas dentarias, mordida aberta, mordida cruzada, classe ll, entre outras.

Nestes casos observados no artigo pode se relata que o tratamento fonoudiológico tem como objetivo, principalmente, a conscientização por parte da família da necessidade da adequação da respiração. E em segundo momento, o trabalho muscular necessário será realizado através de exercícios que adequarão a tonicidade e postura dos órgãos fonoarticulatórios, além de adequar as funções de mastigação, deglutição e fala.

É importante ressaltar que em  alguns pacientes pós-tratamento com otorrino e/ou alergista, que não apresentam mais impedimento orgânico para respiração nasal, mas continuam sendo respiradores orais (respiradores oral por hábitos), também deverão realizar terapia fonoaudiológica a fim de aprenderem a utilizar o nariz para respirar.  Mostra também que algumas crianças necessitaram, em determinados momentos, do tratamento ortodôntico que provavelmente, será realizado em conjunto com fonoaudiológico.   Isto mostra que pode ser revestido o quadro da respiração oral possibilitando melhores nas condições de vida futura ao paciente através do tratamento multidisciplinar.

Referência Bibliográfica

BERTE. C.Larissa, MOTONAGA.M.Suely,LIMA.ANSELMO.T.Wilma

Respiração Bucal: causas e alterações no sistema estomatognático. Revista Brasileira de otorrinolaringologia, v.66, ed.4, p.373-379, julh./agost.2000

PALAVRAS-CHAVES:FONOAUDIOLOGIA-RESPIRAÇÃO-BUCAL

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