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29
nov

Perda Auditiva e Otite em Escolares de Belo Horizonte

Postado por editor em 29 de novembro de 2010

Perda Auditiva e Otite em Escolares de Belo Horizonte

I Estudo Epidemiológico em Saúde Escolar de Belo Horizonte



Objetivos:

Esta pesquisa interdisciplinar que também investigou outros temas de saúde escolar (cefaléia, nutrição, hipertensão arterial, acidentes) realizou um diagnóstico da audição e das patologias otológicas em uma amostra representativa da população escolar de Belo Horizonte através da determinação da prevalência de perda auditiva, de alterações á otoscopia, principalmente de otites e otorréia. Avaliou-se a prevalência de cirurgias otorrinolaringológicas, o número de escolares que já consultaram um otorrinolaringologista e a percepção do escolar quanto á perda auditiva.


Metodologia:

Entre setembro de 1993 e junho de 1994 foi realizado um estudo epidemiológico observacional, em corte transversal, sobre assuntos relacionados a saúde escolar em uma amostra de 1305 estudantes ( 1119 elegíveis ) selecionados de um universo de 486.166 alunos regularmente matriculados em uma das 11 séries do primeiro e segundo graus das 521 escolas públicas e particulares  de Belo Horizonte ( MG – Brasil ) . O processo de amostragem adotado conferia a todos os estudantes da cidade a mesma chance de serem sorteados para participar da pesquisa, garantindo assim a plena representatividade da amostra. O nível de participação foi de 89,8% dos estudantes elegíveis, sendo estudados 1.005 estudantes (512 alunos e 493 alunas) com idade entre 6 e 18 anos de idade. Consentimento expresso foi obtido dos estudantes (maiores de 16 anos ) ou dos pais ( menores de 16 anos ).

Através de entrevista pessoal e individual de um dos otorrinolaringologistas e pediatras da equipe com um dos pais ou responsável pelo aluno (ou com o próprio aluno quando maior de 16 anos) foram coletados dados completos de identificação, pessoais, demográficos, familiares, sócio- econômicos e de antecedentes pessoais, além das questões específicas sobre problemas de auditivos e otológicos que incluíam histórico de infecções otológicas na infância, cirurgias otorrinolaringológicas, consultas ao otorrinolaringologista e da perda auditiva. A otoscopia foi realizada com otoscópios Mini-Heine e a avaliação audiométrica com o AudioScope 3 TM com intensidade de 25dB, em ambiente( sala de aula) respeitando o ruído de fundo máximo de 50dB, medido por decibelímetro. O questionário e os procedimentos básicos do protocolo de exame foram testados previamente em um teste piloto em duas escolas.


Resultados: A prevalência de perda auditiva foi de 16,8% e a otite média crônica de 0,94%. Cerume obstruindo o conduto auditivo externo foi achado em 12,3% dos escolares que também apresentaram prevalência de 10,5% de alterações (excluindo o cerume) ao exame otoscópio. Foram encontrados 8,3% de escolares com história de otites e 7,7% com história de otorréia.

Estes dois grupos especiais apresentaram associações estatisticamente significativas com perda auditiva, otite média crônica e cirurgias otorrinolaringológicas (quando comparado com os outros escolares). A prevalência de cirurgia foi 4,9%, sendo a adenoidectomia (1,5%) e a amigdalectomia (1,2%) as mais freqüentes. 20,8% procuravam consulta com um otorrinolaringologista e a percepção da perda auditiva foi encontrada em 7,4% dos escolares. Os pais e os próprios escolares se mostraram significativamente capazes de identificar escolares com história de infecções otológicas na infância e com perda auditiva.



Resumo da Tese do Professor Otorrinolaringologista Ricardo Neves Godinho da PUC Minas.

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29
nov

Neonatal e o diagnóstico de deficiências auditivas

Postado por editor em 29 de novembro de 2010

A triagem auditiva neonatal é um exame simples e rápido que se aplica a indivíduos como o objetivo de identificar a probabilidade de perda auditiva juntamente com a necessidade de um diagnóstico completo.

O ato de se comunicar exige uma boa integridade das estruturas orofaciais funcionais que se relacionem e recebem estímulos auditivos que vão desde o cérebro até a produção da fala. Para que isso ocorra em harmonia, é de extrema importância que o indivíduo tenha uma boa audição.

Quando se detecta precocemente uma surdez, acontece um favorecimento de todo o desenvolvimento da criança, acionando seu sistema sensorial em tempo hábil. A triagem auditiva neonatal, identifica entre grupos de pessoas, aqueles com grandes chances de apresentar perda auditiva com um diagnóstico completo. Quanto mais cedo à identificação de perdas auditivas em neonatos, menores são os diagnósticos tardios, sendo maiores as chances de tratamento.

A alguns anos atrás foram criados programas que incentivam a triagem auditiva neonatal de forma correta e com as devidas técnicas. Em 1994, tornou-se universal pelo Comitê americano, a triagem auditiva neonatal.

A efetividade do exame deve-se a fatores como a utilização de métodos eletro fisiológicos nas duas orelhas e a avaliação mínima de 95% de nascidos.

É de extrema importância o acompanhamento do pediatra após o nascimento. É este que precisa orientar a família sobre a triagem auditiva neonatal universal. Este profissional possui uma influência significativa para o futuro da criança. A triagem auditiva é, portanto, benéfica e justificável para o favorecimento do desenvolvimento de um indivíduo.


Referência Bibliográfica


  • FAZITO, Ludmila T.; et al. Triagem auditiva e o diagnóstico precoce das deficiências auditivas na criança. Revista Med Minas Gerais, v.18, p. 61.66, 2008.



PALAVRAS-CHAVES: FONOAUDIOLOGIA – AUDIÇÃO – NEONATAL-DEFICIÊNCIA

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29
nov

Imunização contra a Rubéola

Postado por editor em 29 de novembro de 2010

A rubéola é uma doença que, quando acomete gestantes, pode levar à deficiência auditiva do bebê. No Brasil e no mundo existem programas de campanha de vacinação na tentativa de erradicar a doença, porém é contra-indicação para gestantes e mulheres que pretendam engravidar logo após a imunização, devido ao risco de transmissão vertical do vírus vacinal, com perda auditiva no feto, especialmente, no primeiro trimestre de gestação.

A rubéola passou a ter atenção especial após uma epidemia na Austrália, entre 1940 e 1941. Estudo realizado, em 1941, mostrou que 68 crianças, filhos de mães que adquiriram rubéola no primeiro trimestre de gestação apresentaram registros de catarata congênita. Nesta época ainda não existiam relatos associando a perda auditiva à rubéola. Em 1943 Charles Swan foi quem relacionou a perda auditiva neurossensorial em bebês à infecção de rubéola materna.

A rubéola é uma doença viral, contagiosa que provoca inflamação de glândulas, erupções na pele e dores na articulação. A contaminação acontece por vias respiratórias, urina, placenta e liquido amniótico. O primeiro efeito da rubéola sobre o feto é a inibição do desenvolvimento celular, afetando vários órgãos. A aquisição da rubéola entre a 4° a 8° semana de gestação afeta a organogênese e desenvolvimento do sistema auditivo, causando perda auditiva neurossensorial.

Nas campanhas de imunização contra a rubéola, a mulher deve ser questionada se está ou se pretende engravidar, explicando para ela os ricos que a vacina e a doença podem trazer para o feto. É importante dar atenção as triagens auditivas neonatais, pois com a constatação dessas alterações, logo após o nascimento, algumas podem ser tratadas, diminuindo a seqüela para a criança.


Palavras-chaves: fonoaudiologia – rubéola – imunização – vacina

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29
nov

A relação entre apnéia do sono, ronco e respiração oral

Postado por editor em 29 de novembro de 2010

A síndrome da apnéia obstrutiva do sono (SAOS) é uma doença crônica, progressiva, incapacitante, com alta mortalidade e morbidade cardiovascular. Dentre as desordens do sono, essa síndrome é a mais comum, e é uma condição em que há repetidos episódios de obstrução das vias aéreas superiores durante o sono. As pausas respiratórias que podem ocorrer durante o sono são definidas como paradas (apnéias) ou reduções (hipopnéias) da passagem de ar pelas vias aéreas superiores.

A SAOS produz sintomas noturnos e diurnos. Dentre os noturnos, encontram-se roncos (ruído produzido involuntariamente durante o sono pela vibração de alta freqüência da úvula, palato mole, paredes faríngeas, epiglote e língua), pausas respiratórias, sono agitado com múltiplos despertares, noctúria e sudorese. O ronco é um dos principais sintomas dos pacientes com SAOS, podendo alcançar até 85 dB. Dentre os sintomas diurnos encontra-se sonolência excessiva, cefaléia matinal, déficits neurocognitivos, alterações de personalidade, redução da libido, sintomas depressivos e ansiedade, o que pode trazer conseqüências negativas para o indivíduo, como déficit de atenção, concentração e memória. A SAOS pode ser de grau leve, moderado ou grave. A polissonografia é o exame indicado para o diagnóstico, assim como o seu grau. Pesquisas comprovam que existe a relação entre a respiração oral ou mista e a apnéia do sono e que o tratamento fonoaudiológico miofuncional nestes casos mostra-se importante como auxiliar no tratamento da Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono. O tratamento se baseia no controle comportamental, físico e em procedimentos cirúrgicos e tem como objetivo implantar medidas que impeçam o colabamento das vias aéreas superiores durante o sono.


PALAVRAS-CHAVES: FONOAUDIOLOGIA- SONO- RONCO- RESPIRAÇÃO

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29
nov

Promoção da Saúde Materno Infantil

Postado por editor em 29 de novembro de 2010

A Importância da ação prática e preventiva pré – natal na constante busca de um futuro saudável.

Daniela Valente D. Ferreira*


Este trabalho tem como objetivo observar o conhecimento apresentado por gestantes a respeito do crescimento e desenvolvimento facial saudável de seus bebês e, paralelamente, através de mães orientadas em seu período de gestação, há no máximo quatro anos atrás, verificar se as orientações recebidas foram ou não viáveis e aplicadas na prática. Os aspectos abordados foram: benefícios e malefícios do aleitamento materno, período de amamentação natural, qualidade do leite materno, conseqüência da amamentação no corpo feminino, forma de se ministrar o alimento ao bebê, passagem do seio direto para o copo sem necessitar fazer uso da mamadeira, momento de introdução do copo, dieta através da mamadeira, atitude de furar o bico da mamadeira, momentos de uso da mamadeira, uso de líquidos adocicados, importância da mamadeira e da chupeta no desenvolvimento do bebê, momento de introdução de alimentos sólidos, uso do liquidificador, melhor posição para se alimentar o bebê, efeitos negativos da chupeta e da sucção digital na arcada dentária, importância do material ortodôntico e posição do bebê ao dormir. A amostra constituiu-se de vinte e duas mães de cada um dos grupos, totalizando quarenta e quatro mães de mesma classe social e nível de instrução. Os dados foram colhidos através de questionários. Os resultados demonstraram que as gestantes apresentam pouco conhecimento sobre os assuntos abordados, mostrando-se em diversos momentos indecisas e mais confiantes na orientação de seu pediatra. Em contrapartida, a abordagem às mães orientadas se mostrou riquíssima, sendo possível obter dados de grande utilidade prática, que serão úteis a próximos grupos de gestantes, como por exemplo, a possibilidade de passar do seio diretamente ao copo sem necessitar o uso da mamadeira.


* Fonoaudióloga clínica, pós-graduada em Motricidade Oral pela CEFAC – Universidade de Franca – SP


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