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A influência da língua em casos de DTMs

Postado por editor em 29 de novembro de 2010

Sinais e sintomas advindos de trauma, inflamação e/ou infecção que levam a alterações músculo-esqueléticas, provocando dor muscular e da articulação temporomandibular, são conhecidas como DTM (disfunção temporomandibular). A posição habitual de repouso da língua (PHL) adquiriu atenção especial com a interação de vários profissionais que atuam na área da DTM, uma vez que dores de origem muscular e músculo-esqueléticas são as mais prevalentes. Pesquisadores observaram que em vários estudos ocorreram divergências quanto a PHL e sua relação com a sensação subjetiva de dor e, a avaliação rápida e objetiva nos grupos musculares mastigadores. Diante disso elaboraram pesquisa tendo por objetivo verificar a posição habitual da língua e dos lábios em sujeitos com DTM.

Foram avaliados sujeitos que apresentavam queixas de dor orofacial ou na região das ATMs de intensidade leve a grave, de forma aguda ou crônica. Realizaram-se três avaliações: exame clínico visual, averiguando a posição de repouso da língua, seguido de avaliação subjetiva e objetiva da dor pela Escala Visual Analógica (EVA), da qual a sensação dolorosa foi considerada de nível leve a moderado ou intenso e, a palpação dos músculos mastigatórios.

Diante dos resultados obtidos os pesquisadores consideraram que no grupo de pacientes com DTM, no que se refere à PHL (elevada e não elevada), não houve relação entre sensação dolorosa e posição elevada da língua. No entanto, verificou-se a presença de dor intensa nos músculos mastigadores e região articular. Esses resultados indicaram que a língua pode atuar de forma indireta sobre esses músculos provocando dor, devido ao seu papel no sistema crânio-orofacial. A terapêutica fonoaudiológica e odontológica procuram minimizar os sintomas crônicos em pacientes com DTM, adequando a PHL e a posição de repouso da mandíbula à atividade muscular.



Referência: MATOS, Vivian Ferreira. SEKITO, Florence Mitsue. Estudo do posicionamento de língua e lábios em sujeitos com disfunção temporomandibular e dor orofacial. Revista CEFAC: Atualização Científica em Fonoaudiologia. São Paulo, 2009, v. 11, p. 370-377


Anatomia de cabeça e pescoço: Prof. Ramon Aluane Hipólito

Bianca Medreiros de Almeida Mateus

Emanuela de Sousa Santos

Marieli Faria Silva

Michele Gomes dos Santos


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