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Entrevista com Ana Luiza Rezende

Postado por editor em 29 de novembro de 2010

No Centro Clinico de Fonoaudiologia da Puc Minas, foi feita uma entrevista com a fonoaudióloga, Ana Luiza Rezende, aluna de Pós-Graduação em audiologia, da Universidade Católica de Minas Gerais, que respondeu algumas perguntas sobre deficiência auditiva sendo:

1-Qual é a influência da fissura labiopalatina, para a perda auditiva em criança que nasce com esta malformação?

Na fissura somente de lábio (pré-forame) não é comum encontrar alterações auditivas, já nas fissuras que acometem o palato (pós forame e transforame), há mau funcionamento do músculo tensor do véu palatino que faz com que a tuba auditiva não exerça a função de ventilar a orelha média, por isso observa-se principalmente curvas timpanométricas tipo B e C, além de perda auditiva condutiva de grau leve a moderado nesses indivíduos.

2- O que acontece com a criança quando ela tem uma perda auditiva em idade escolar, e não é diagnosticada?

Devido à perda auditiva, mesmo que de grau leve, a criança pode apresentar dificuldades de aprendizagem e de socialização, o que interfere no seu desenvolvimento.

3- Por que acontece perda auditiva em criança nascida prematura?

O desenvolvimento auditivo de crianças prematuras sem alterações pode apresentar atraso que se normalizam até 12 meses, isso ocorre devido à maturação.

Porém a exposição desses indivíduos à  medicamentos ototóxicos, ventilação mecânica, incubadora, entre outros, pode propiciar o desenvolvimento de perda auditiva.

4- Qual a preda auditiva que mais acomete as pessoas da terceira idade? e o que mais traz constrangimento a esses indivíduos?

O mais comum é encontrarmos perda auditiva neurossensorial bilateral com queda maior nas freqüências agudas. A perda auditiva no idoso pode causar isolamento social, depressão, entre outros fatores,  devido à dificuldade em perceber a fala.

5- Qual o tipo de perda auditiva induzida por ruido,  que mais acomete os  trabalhadores em indústrias, e como pode ser evitado essas perdas.

Perda neurossensorial bilateral com rebaixamento das freqüências de 3, 4 e 6 kHz.  Em algumas empresas existe o Programa de Conservação Auditiva (PCA) que tem o objetivo de diminuir a incidência (através de medidas preventivas)e gerenciar os riscos de perda auditiva (através de acompanhamentos periódicos para verificar possível aquisição ou progressão de perda auditiva de todos os trabalhadores, tanto individual quanto coletivamente).

PALAVRAS-CHAVES: FONOAUDIOLOGIA –AUDIOLOGIA-MALFORMAÇÃO-FISSURA-RUÍDO

GRUPO: Amanda goldinho, Camila Braga, Maria Dulcinéa Barbosa Silva

PROFESSORA: Cíntia Santos Silva Machado

Curso Fonoaudiologia – Manhã – 3º Período Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais


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